Fala de Jucá gerou ‘constrangimento’, mas não tirou votos da Previdência, diz Marun

Senador Romero Jucá afirmou na quarta-feira (13) que a votação da reforma da Previdência ficaria para 2018. Informação foi posteriormente negada pelo Palácio do Planalto

O futuro ministro da Secretaria Geral da Presidência, deputado Carlos Marun (PMDB-MS), afirmou nesta quinta-feira (14) que o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), gerou “constrangimento” ao afirmar que a votação da reforma da Previdência ficaria para 2018. Horas depois da fala de Jucá, a informação foi negada pelo Palácio do Planalto.

Deputado Carlos Marun (PMDB-MS) na Câmara nesta quinta-feira (14) (Foto: Bernardo Caram, G1)
Deputado Carlos Marun (PMDB-MS) na Câmara nesta quinta-feira (14) (Foto: Bernardo Caram, G1)

Marun avaliou que, apesar do desencontro de versões, a afirmação não provocou efeito na contabilidade de votos favoráveis à proposta.
“Claro que isso gerou algum constrangimento, mas é uma situação superada. Perdemos votos? Não, não perdemos. Ganhamos? Também não”, afirmou.

Marun tomaria posse como ministro nesta quinta, mas a solenidade foi adiada porque o presidente Michel Temer não recebeu alta do hospital onde se recupera de procedimento cirúrgico, em São Paulo.

O deputado afirmou que o governo segue avaliando se ainda é possível colocar o reforma em votação neste ano. Ele ponderou que, ao tomar essa decisão, o governo não será “irresponsável”.

“Eu ainda penso que é possível avaliarmos a chance de votarmos na semana que vem. Não seremos irresponsáveis, mas se você pergunta se eu já joguei a toalha, eu digo que não”, ressaltou.