Piauí é o estado que mais se destaca na produção para consumo próprio

De acordo com a pesquisa, mulheres gastam mais horas em afazeres domésticos que homens

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na manhã desta quarta-feira (18), em Teresina, dados sobre formas de trabalho (voluntários ou não-remunerados) no Piauí e no Brasil. A pesquisa feita pela PNAD Contínua em 2017 abordou quatro pontos principais, que seria a produção para consumo próprio, além do cuidado de pessoas, afazeres domésticos e trabalho voluntário.

Leonardo Santana Passos (Foto: Wilson Nanaia / Portal AZ)
Leonardo Santana Passos (Foto: Wilson Nanaia / Portal AZ)

No estado, entre as atividades não remuneradas, mas efetivamente realizadas por piauienses, a que mais se destaca é a agricultura de subsistência, como explica o chefe da unidade do IBGE no Piauí, Leonardo Santana Passos.

“A gente observa um número significativo de pessoas que estão trabalhando com a agricultura de subsistência, que é de 19,3%, ou seja, quase 500 mil piauienses estão trabalhando com a pesca, criação de animais, entre outras atividades, para o consumo próprio”, ressalta Leonardo Passos.

Foto: Wilson Nanaia / Portal AZ
Foto: Wilson Nanaia / Portal AZ

Outro dado que chama atenção no Piauí é a quantidade de horas desprendidas de mulheres em relação aos homens. Quando se trata sobre cuidados e afazeres domésticos, cerca de 21 horas dedicadas pelo sexo feminino equivale ao dobro de horas do sexo masculino. Esse número só cai quando se aborda os pequenos reparos e manutenção do domicílio.

A menor notoriedade do estado na pesquisa é em relação ao trabalho voluntário, apenas 2% da população em idade de trabalhar exerce alguma atividade voluntária, se revelando como um dos menores potenciais em relação a outras regiões.  

Maria Lúcia Vieira (Foto: Wilson Nanaia / Portal AZ)
Maria Lúcia Vieira (Foto: Wilson Nanaia / Portal AZ)

A gerente de Pesquisa de Emprego e Renda do IBGE, Maria Lúcia Vieira, também ressalta que o Piauí apresenta uma taxa de desocupação mais alta que a maior parte dos estados.  

“Consideramos como 'desocupados' essas pessoas que estão trabalhando menos horas e estão realizando essas atividades ao invés de estar no mercado de trabalho”, explica Maria Lúcia.

Maria Lúcia ainda reforça que é preciso observar melhor esses dados para definir o desenvolvimento do Piauí nessas atividades.  

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