Dona Flor é de um erotismo supimpa

O filme é a quarta adaptação do livro de Jorge Amado

Não, superar Dona Flor e seus Dois Maridos (1976) com Sônia Braga, José Wilker, Mauro Mendonça, Nelson Xavier e Dinorah Brillanti é no mínimo, uma tarefa difícil para a muy bela Juliana Paes. Mas, o filme Dona Flor (2017) está longe de ser ruim: cenas pra lá de eróticas (mais que o original) um Vadinho que é safado até a medula, boa caracterização de Marcelo Faria e uma ambientação sensual o tempo todo.

Foto: Divulgação
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O filme é a quarta adaptação do livro de Jorge Amado que já foi peça com a bela Carol Castro e o próprio Marcelo e minissérie com Giulia Gam, Edson Celulari, Marco Nanini e Tássia Camargo.

A história, uma das mais conhecidas do imaginário brasileiro trata de Vadinho, o primeiro marido malandro e depravado de Flor que morre em uma farra de Carnaval. Ela se casa novamente com o metódico farmacêutico Teodoro (Leandro Hassum, que está falando baixo, o que já é um alento). Gosta dele, mas sente tanta saudade do fogo do ex que ele acaba voltando para lhe importunar.

Curto, engraçado e bem erótico, o filme tem tudo pra fazer sucesso nos cinemas (deu uma saudade das pornochanchadas e deve fazer bonito quando sair em DVD). Vale a pena dar uma espiada.