A bola da vez

Assim como a formação de uma coligação em todos os níveis, incluindo o que os líderes partidários classificam como o “Chapão”, a palavra final sobre a escolha do nome do candidato a vice-governador, o fechamento da chapa majoritária e o “convencimento” do PT, é o governador Wellington Dias. Embora o PT esteja decidido a fechar questão em torno de uma chapa doméstica para deputado, o governador está conversando com seu partido para convencê-los sobre a necessidade da aliança.

Embora seu nome tenha, em algum momento, ficado em alta para ocupar a vaga na chapa majoritária como candidato a vice-governador, o deputado e presidente da Assembléia Legislativa Themístocles Filho (MDB) voltou a ser a bola da vez na escolha de seu nome. As conversas que teve com o senador Ciro Nogueira (PP), que admitiu seu apoio se Dias seguir na mesma direção, e com o governador na semana passada, mostram que nem tudo está fechado, como se imaginava, para ele ser ungido.

Primeiro Themístocles Filho se avistou com o presidente nacional do PP e pôs as cartas na mesa. O presidente da Assembléia sabe do projeto de Nogueira de, em caso de conquistar sua reeleição para o senado, de sair candidato à sucessão de Wellington Dias em 2022, caso a aliança governista vença as eleições. Themístocles não tem problema algum, se Dias vier a renunciar para disputar o senado, de permanecer no governo e não pleitear a reeleição. A conversa foi franca e neste sentido.

Depois da conversa com o senador e os dois ficarem acertados sobre não haver qualquer restrição da parte dele, Themístocles buscou levar o resultado ao governador numa audiência na quinta-feira (10). Saiu da conversa com Dias animado com a perspectiva de que está dentro do páreo. Não por acaso, após as conversas com ambos os líderes, Themístocles parecia que tinha ganhado na loteria mas manteve a serenidade de quem aguarda com expectativa o desfecho positivo de um processo.

Neste contexto, percebe-se que a semana terminou com o quadro favorável a que a indicação ficará mesmo com o MDB, uma vez que o PP já não fala mais em “disputar” o direito de indicar o nome. Se de fato isso se confirmar, o nome de Themístocles Filho ressurge com força para sair na frente. E não seria injusto por tudo o que o deputado vem fazendo para abrir caminho. Desde o momento em que a corrida deu a largada que ele procurou se viabilizar. Mesmo enfrentando restrições foi buscar os apoios.

Pelo conjuntura deste momento, observa-se que aos poucos o PP vai perdendo espaço no pleito pela indicação. A atual vice-governadora Margarete Coelho até mudou sua estratégia e está optando por uma candidatura à câmara federal sabendo das dificuldades de conseguir fazer parte da chapa. Sem dúvida, ela é ainda um nome a considerar, porém, hoje, a tendência é a escolha sair do âmbito dos partidos para ganhar a influência pessoal. Nessa perspectiva, Themístocles Filho é a bola da vez.