Governo planeja vender imóveis subutilizados de seu patrimônio imobiliário e estima arrecadar R$ 300 milhões

A antiga sede do BEP é um dos prédios que podem ser postos à venda (Foto: reprodução Google Maps)
A antiga sede do BEP é um dos prédios que podem ser postos à venda (Foto: reprodução Google Maps)

O Governo do Estado vai colocar em prática um plano de desmobilização de todos os seus ativos imobiliários após concluir um levantamento de todo o seu patrimônio imobiliário e assim disponibilizá-lo para a venda. O trabalho ficou a cargo de um grupo de técnicos indicados por vários órgãos como as secretarias de Administração, Fazenda, Planejamento, ADH e Procuradoria Geral do Estado.

A intenção do governo é abrir uma consulta pública através do site imóveis.pi.gov.br que será lançado no início deste mês de maio, a fim de que os possíveis interessados tenham acesso à lista de imóveis para compra, concessão ou aluguel. A estimativa do governo é que, inicialmente, sejam arrecadados cerca de R$ 300 milhões. Até o momento, o levantamento encontrou um total de 130 imóveis já cadastrados, na capital e no interior.

De acordo com o superintendente da Previdência da Secretaria de Administração Marcos Steiner, o plano é fazer com que a acomodação dos órgãos da administração seja feita em área mais central e com isso economizar custos operacionais.

“É importante esclarecer que o projeto viabiliza gerar receita para o estado e tirar algumas despesas que são mensais para o governo. É uma forma de captar recursos no mercado e de apostar em investimentos”. Steiner destaca que a “previdência apresenta alguns problemas que precisam ser enfrentados e por isso apostamos no plano”, diz Steiner.

Segundo a superintendente de Parcerias e Concessões do Estado do Piauí (Suparc), Viviane Moura, o plano quer identificar os imóveis do estado, residenciais ou comerciais, que estejam subutilizados ou que não estejam sendo utilizados. “Vamos avaliar junto ao mercado, e transformar estes locais em potenciais geradores de receita, esse é o objetivo macro do programa. Alguns podem ir para venda, outros para concessão ou especulação imobiliária”, explica.