Por que não estender para o senado a pesquisa que definirá a escolha do vice?

Se o senador e presidente nacional do PP venceu um round contra o MDB conseguindo que uma pesquisa de preferência ou intenção de votos aponte qual o melhor nome para companheiro de chapa do governador Wellington Dias – se a vice-governadora Margarete Coelho (PP) ou o presidente da Assembléia Themístocles Filho – os líderes da coligação governista poderia aproveitar a pesquisa para definir a outra vaga para o senado, que também vem sendo pleiteada por outros partidos e o próprio PT.

Além da senadora Regina Sousa (PT) os presidentes do PSD, deputado Júlio César Lima, e Flávio Nogueira, do PDT – o deputado Marcelo Castro (MDB) corre por fora e suas chances são medidas apenas no caso de Themístocles ficar fora da chapa – pleiteiam a vaga para seus partidos. Em meio a um cenário onde as duas vagas de senador aparecem em aberto, segundo revelam as últimas pesquisas realizadas no final do ano passado, as chances de outros nomes (se viáveis) emplacarem não são pequenas.

Não por acaso a senadora Regina Sousa tem percorrido o interior do estado se reunindo com lideranças de seu partido e de sindicatos de trabalhadores, urbanos e rurais, e seu nome não é traço em nenhum dos levantamentos feitos até aqui. O nome do deputado Júlio César também aparece bem. Embora um pouco abaixo da senadora petista (diferença dentro da margem de erro), o presidente do PSD no Piauí, por ser um político muito conhecido no Piauí, tem percentual que lhe dá um ponto de partida.

O ex-deputado Flávio Nogueira não é um nome que a pesquisa define como viável majoritariamente mas numa chapa como a do governo pode deslanchar. Outro nome virtualmente pensado pelo governador é o do ex-senador João Vicente, apesar de ele insistir que não será candidato no palanque do governo. Sonho de Wellington Dias para fechar a chapa majoritária, como candidato ao senado, isso parece estar longe de se tornar realidade porque as tentativas de atraí-lo estão resultando em malogro.

A declaração do presidente estadual do MDB Marcelo Castro de que seu partido não aceitará imposição do PT na hora de fechar a chapa, defendendo que um partido não deve mais de uma vaga na composição, mereceu uma reação do deputado e líder do governo na Assembléia João de Deus (PT) de que qualquer um tem o direito de dizer o que quiser, num sutil desafio ao parlamentar federal.  Isso sugere que o round dentro da coligação dá uma conotação de disputa, agora entre MDB e PT pela vaga no senado.

Muito tem se comentado entre integrantes de alguns partidos da base que a senadora Regina Sousa não tem votos, porque nunca disputou uma eleição – está no senado por ter pego carona com Wellington Dias. Mas as pesquisas apontam que a performance da senadora está no mesmo patamar de alguns candidatos que pleitearão as vagas, com diferença não tão grande em relação aos que estão na curta dianteira revelada nos índices de intenção de votos. Talvez os índices dela incomodem mais do que a idéia de que ela não tem votos.

Diante disso, por que não estender para o senado o critério de preferência aprovado para o cargo de vice-governador?