Manobra impede eleição da Câmara de Timon: 7 vereadores da oposição e 5 da base se uniram para vencer pleito

O racha escancara a fragilidade do governo de Luciano Leitoa no Legislativo.

Socorro preside os trabalhos e explica a situação para os presentes à galeria
Socorro preside os trabalhos e explica a situação para os presentes à galeria
Nas galerias, o povo aguardava pela eleição
Nas galerias, o povo aguardava pela eleição
A sessão de eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Timon, marcada para hoje, 23, às 9hs, não foi realizada. Uma manobra administrativa “maquinada” pela Mesa Diretora através da portaria nº 090/2018, revogou o Edital de Convocação da Sessão Extraordinária para a escolha da nova mesa para ao biênio 2019/2020.

Segundo a portaria, publicada ontem (22), o vereador José Carlos Assunção (PSB) apresentou recurso alegando vício na formalidade da emenda aprovada pelos vereadores no último dia 19, alterando a data da eleição, mas uma manobra engendrada na véspera (ontem) quando os vereadores da base souberam das articulações entre os sete vereadores da oposição mais cinco ligados à base do governo Luciano Leitoa para registrar uma chapa e vencer a eleição. Juntos eles formariam 12 vereadores número suficiente para vencer a chapa do governo liderada pelo vereador Juarez Morais (SD).

Com isso, os vereadores foram impedidos de realizar a eleição da mesa.

A advogado Einstein Sepulveda, que representa os 12 vereadores, disse ao blogdoribinha que toda manobra foi política e que interferiu no  processo e tramite jurídico da eleição que vinha sendo processada dentro da normalidade.

Nesse momento, os 12 vereadores realizam uma sessão presidida pela vereadora Professora Socorro (PMDB), pois todos os membros da atual diretoria estão ausentes da Casa, atendendo a mais uma manobra da Mesa Diretora.

Os 12 vereadores que se uniram para vencer a eleição da mesa são: Anderson Pego (Sem Partido), Antunes Macedo (PSD), Adão Da Ceasa (PR) Claúdia Regina (PMB) Francisco Torres (PMDB) Helber Guimarães (SD), Henrique Junior (Podemos), Kaká do Frigosá (PSB), Raimundo da Ração, (SD) Ramon Junior (PP), Socorro Waquim (PMDB) e Tuá (PMN).