Colocando os devidos pingos nos is

Por que,  todo o processo político piauiense, tem  que ser eivado de muita hipocrisia?

A  mais recente hipocrisia explícita, foi dada ontem, como desdobramento de uma fala do prefeito Firmino Filho que , ao deixar o plenário da Câmara Municipal de Teresina, onde acabara de ler a mensagem anual que o executivo envia ao legislativo, Firmino Filho foi questionado por jornalistas, sobre como estavam as relações entre a sua administração e o poder legislativo teresinense.

O prefeito falou da importância daquela casa de leis no contexto administrativo da cidade, mas , não deixou passar em branco , um ressentimento seu, que diz respeito  à tramoia urdida pelo Palácio de Karnak e Assembleia Legislativa,  tramoia essa, que foi determinante para a reeleição antecipada do atual presidente Jeová Alencar ocorrida no início do segundo semestre de 2017.

Firmino Filho, foi também enfático, ao dizer que,  não ficaria bem para a Câmara Municipal , ser um puxadinho da Assembleia Legislativa.

O alvoroço causado por essa fala de Firmino, ganhou dimensóes jamais vistas na política local, embora o presidente da Câmara Municipal Jeová Alencar, tenha   dito na sequência que , considerava o Palácio da Cidade , sede da Prefeitura Municipal de Teresina , também, como  um puxadinho, só que, do antigo PP, hoje,  Progressistas, partido comandado nacionalmente pelo senador Ciro Nogueira.

Não é segredo para ninguém, que a reeleição de Jeová Alencar, teve  como objetivo político amordaçar as pretensões de Firmino Filho, deixando-o fragilizado, já que , logicamente, Jeová Alencar , passaria antepor  dificuldades à administração de Firmino Filho, tentando dessa forma, inibir  a trajetória política de Firmino Filho, caso o alcaide teresinense demonstrasse vontade de disputar o governo do Estado.

Essas falas dos principais atores do dia de ontem -Jeová Alencar e Firmino Filho- precipitaram  desfechos que pervíamos para fins de março e começo  de abril , quais sejam, as definições dos grupos políticos que se enfrentarão em outubro próximo.

De um lado, ficou a nítida percepção que o governador petista, Wellington Dias, candidato a mais um mandato, contará com o apoio  do MDB de Temístocles Filho, já praticamente colocado como seu vice, e do outro, um candidato apoiado pelos Progressistas de Ciro Nogueira que , pelo andar da carruagem, será o prefeito Firmino Filho.

Essa é a realidade dos fatos, o resto não passa de pura parolagem.

É isso.